Archive for the ‘O Vigilante’ Category

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A treta do Resenha em 6

05/08/2010

Com alguma sorte, alguém chegou aqui e vai poder ler minha explicação.

Alguns devem saber que sou administrador do Resenha em 6 desde 2007. E, ontem, eu me posicionei contrariamente a ALGUNS trechos de ALGUMAS resenhas da séria “Morre Logo, Caralho”, que ainda estão aqui: http://www.morfina.com.br/tags/tv/

Especificamente, achei errado chamar o Boris Casoy de bicha velha, achei errado dizer que o Gilberto Gil deveria ter sido metralhado pelos militares e ainda houve uma terceira piada, essa com a Ana Maria Braga, que nem vou reproduzir.

Fora isso, em MAIS PORRA NENHUMA eu fui contra a essas Resenhas. Nem pedi para tirar do ar. Tudo que eu disse para os caras é eu estava deixando o Resenha, por que não concordava com esses trechos. E, como o incomodado era eu, tava fora.

Uma luxação não é fratura exposta. Uma discordância não é uma censura. Nunca fui a favor do politicamente correto e muito menos contra o humor nas resenhas. Só não acho que seja certo ofender ninguém, mesmo que mereça. Até quando eu faço isso me sinto mal depois.

Sou muito brother do Quatrocci e do Jubash, e isso não mudou. Conheço os caras o suficiente para saber que estavam fazendo piadas, jamais falando sério. Apenas não concordei com as piadas. E especificamente TRÊS piadas que era TRECHOS de TRÊS resenhas.

Agora, se você é um dos babacas anônimos que classificaram minha postura como sendo “uma desonra às minhas calças” ou “uma afronta aos meus testículos”, nem perco meu tempo debatendo com você, porque sua capacidade de compreensão está muito aquém da minha. Faço apenas uma tentativa: ser homem é um pouco mais do que isso.

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Tirei o policial?

05/07/2010

Fui parado numa blitze (UPDATE: blitze é o cacete. É blitz, porque era uma só. Blitze é plural. Fui devidamente informado pela Raq Paulino!) policial outro dia.

Não temia por nada. Nem por documentação, nem por bafômetro. Inclusive fiquei torcendo para pedirem para eu soprar a bagaça, porque eu estava mais sem álcool que tanque de Golzinho batedeira branco numa manhã de segunda-feira.

O policial foi extremamente educado:
– Boa noite, senhor.

Eu: Boa noite

Ele: Os documentos, sim?

Eu: Claro (entreguei)

Ele: O senhor está vindo de onde (enquanto passava os documentos para o parceiro”

Eu: Do trabalho.

Ele: Trabalho? E você faz o que?

Eu: Jornalista (na real eu quis responder especialista em comunicação corporativa e editor de relatórios de sustentabilidade, mas achei que soaria falso)

Ele: De madrugada sempre é enfermeiro ou jornalista.

Eu : eh eh eh

Corria tudo bem, eu estava prestes a ser liberado sem muito problema, até que ele me perguntou.
– O carro é seu?

Eu respondi a verdade:
– Ainda não. É da financeira. Estou pagando por ele ainda.

Enquanto ele me revistava, ponderei que o melhor sempre é uma resposta simples, ainda que não tão precisa. Uma resposta profunda pode soar uma zombaria e causar antipatia imediata em quem já estava simpatizando com você.

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Copa do Mundo e os chavões das nacionalidades

27/06/2010

O post não é sobre futebol.  é sobre chavões e maniqueísmo que tenho ouvido durante os jogos, motivados pela necessidade intrínseca do ser humano de classificar os outros.

É bem curioso como se determina características de uma pessoa por sua nacionalidade/naturalidade. Tipo falar da malemolência do brasileiro.

Primeiro que malemolência parece ser algo legal. algo descolado, algo com “ginga”, com “suingue”.  Não é.  Malemolência é preguiça.  Ser malemolente é ser vagabundo.

Não sou malemolente nem no sentido literal, e muito menos no sentido figurado. Não tenho gingado, não consigo mexer a cintura para nada. E, lamento dizer, não nasci na Noruega: sou brasileiro.

Ah, mas é porque você é paulista. Paulista é exceção entre os brasileiro. Paulista é chato, é impessoal, é egoista, é cruel.

Errado: existem paulistas que são chatos, impessoais, egoistas e cruéis. Mas conheço um monte que não é.  Existem os hospitaleiros, os afetuosos, os cordiais e aqueles que beiram o autruísmo.

Se eu aceitasse tudo que ouvisse, teria na cabeça que em Moscou tudo mundo é bêbado e cai na rua. Aposto qualquer coisa que existe russo que nunca pôs uma gota de alcool na boca.

Nascer numa localidade não determina suas características. nem todo italiano é lindo; nem todo espanhol é teimoso, nem todo argentino é arrogante. Aliás, acredite, existe italiano feio, espanhol maleável e argentino simpático. Nem toda brasileira quer dar para um gringo só pelo fato de o cara ser gringo. OH!

Em todos os países há honestos e desonestos; bonitos e feios; gordos e magros; inteligentes e burros. pode acreditar

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O que é um Loop?

27/05/2010


Para quem não conhece o conceito de LooP, trata-se de uma terminologia da tecnologia da informação para definir uma confusão, um conflito de comandos, que faz o software simplesmente pirar e reagir de modo contraditório.

Vamos exemplificar com uma situação bem cotidiana

O diretor chama sua secretária e diz:
– Senhorita Vanessa: Tenho um seminário na Argentina por uma semana e quero que você me acompanhe. Por favor, faça os preparativos da viagem.

A secretária liga para seu marido:
– Alô, João! Vou viajar para o exterior com o diretor por uma semana. Cuide-se meu querido!

O marido liga para sua amante:
– Eleonor, meu amor. A bruxa vai viajar para o exterior por uma semana, vamos passar esta semana juntos, minha princesa.

No momento seguinte, a amante liga para o menino para quem dá aulas particulares:
– Joãozinho, estou com muito trabalho esta semana e não vou poder te dar aulas.

A criança liga para seu avô:
– Vovô, esta semana não terei aulas, minha professora estará muito ocupada. Vamos passar a semana juntos?

O avô (que é o diretor desta história) chama imediatamente a secretária:
– Senhorita Vanessa venha rápido – Suspenda a viagem, vou passar a semana com meu netinho que não vejo há um ano, por isso não vamos participar mais do seminário. Cancele a viagem e o hotel.

A secretária liga para seu marido:
– Ai amorzinho! O babaca do diretor mudou de idéia e acabou de cancelar a viagem.

O marido liga para sua amante:
– Amorzinho, desculpe! Não podemos mais passar a semana juntinhos! A viagem da mocréia da minha mulher foi cancelada.

A amante liga para o menino a quem dá aulas particulares:
– Joãozinho, mudei os planos: esta semana teremos aulas como de costume.

A criança liga para o avô:
– Pô, vô! A véia da minha professora me disse que terei aulas. Desculpe mas não poderemos ficar juntos esta semana.

Seu avô liga para a secretária:
– Senhorita Vanessa, meu neto acabou de me ligar e dizer que não vai poder ficar comigo essa semana, porque ele terá aulas. Portanto dê prosseguimento à viagem para o Seminário.

e vai…

P.S. Gracias a Pedro Michepud

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A incrível estupidez “pró” consumidor

26/03/2010

Reproduzo aqui o post de 25/03/2010 do blog de Maria Inês Dolci, na Folha Online

Ponto para o consumidor
É importante a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de ontem, descartando a cobrança de preços diferentes para pagamentos em dinheiro ou com cartão de crédito. Os lojistas têm induzido os consumidores ao chegar ao caixa, a pagar com cheque ou dinheiro oferecendo “descontos”, e até estimulando a ir ao caixa eletrônico sacar para não pagar com o cartão de débito. Isto é um absurdo, levando-se em conta o risco à segurança. Os ministros da 3ª Turma do STJ entenderam que o pagamento com cartão em uma única parcela não pode sofrer acréscimo. A cobrança foi considerada abusiva e pode ser punida. A decisão foi no julgamento de uma ação do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra um posto de combustível do estado, que poderá pagar R$ 500 de multa, por dia, se mantiver a cobrança diferenciada para os pagamentos em dinheiro ou em cartão de crédito.

Isso não é um ponto para o consumidor, o ponto é para as operadoras de cartão de crédito, que cobram uma taxa para cada venda. Essa, por sua vez, é repassada ao pelo lojista ao consumidor.

O que vai acontecer agora é que o preço será fixado incluindo a taxa do cartão, e mesmo que eu resolva pagar em dinheiro ou cheque, terei que arcar com esse custo desnecessário, que poderia ser descontado caso eu não quisesse usar o serviço.

Essa decisão do STJ me cheira a lobby do segmento.

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Logística para ir ao bar

22/03/2010

Resolveu ir ao bar? Qual o próximo passo?

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Eplepsia x narcolepsia

24/02/2010

El Kabong voltou. Mas não em triunfo. Mas em profundo estado de tristeza e com uma sensação de incapacidade total.

Ontem, às 14h55 eu cometi um erro que me atormentou a noite toda.

Passava pela Avenida Rubem Berta, bem em frente ao clube Sirio Libanês. Calor insuportável em São Paulo. E vi um carroceiro (em Santos chamam de carrinheiro), aqueles homens que carregam uma carrocinha cheia de papelão que será levado para a reciclagem. Ele estava deitado no chão , próximo à guia da calçada.

Passei por ele e tive a impressão que ele estava tremendo. O trânsito parou. Olhei pelo retrovisor lateral e tive a impressão que ele estava tendo um ataque eplético. Olhei pra trás e tive certeza.

Ai vem meu erro. O semáforo da esquina com a Av. Indianópolis abriu e segui com o trânsito. Mas saquei o celular e liguei para o 190. Relatei o ocorrido e fui orientado a ligar 192. Até ai, tudo bem. Liguei 192, confirmei o número do celular e dei meu nome. Relatei a situação.

192: “O senhor está ao lado do paciente, senhor?”, veio a voz impassível – e fanha (por que sempre fanha?) da atendente do outro lado.

Eu: “Não, eu estou no carro. passei por ele e vi o ataque”.

192: “Para abrir a ocorrência é preciso estar junto do paciente, para confirmar seu nome e outros dados”.

Eu: “Querida (sim, fiquei instantaneamente enfurecido ), mesmo que eu estivesse lá, eu não conheço o homem. Não poderia confirmar nenhum dado”

192: “Nesse caso, o procedimento me impede de abrir uma ocorrência”

Notem: seguir o procedimento é muito mais importante que ajudar um homem tendo um ataque eplético. Ele precisava de ajuda, mas o 192 não podia romper o procedimento.

Eu deveria ter parado. O meu erro foi confiar que o poder público fosse ajudar o homem. Eu foi acomodado. Estava dentro do meu carro e achei que poderia terceirizar a ajuda. Não poderia.

Nunca vou saber se alguém atrás de mim parou para socorrê-lo. Tomara que uma viatura da polícia tenha passado. Ou um médico. Ou ainda alguém que já sabia que o 192 não resolveria e tenha decidido parar. Coisa que eu não fiz. E me arrependo.