Archive for janeiro \28\UTC 2009

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Como tem estúpido

28/01/2009

Não acho que Robinho tenha estuprado alguém. Simples assim.
Mas daí tem um camarado imbecil, de nome Felício, que no Fórum do Terra, que às 8h26 de hojke posta a seguinte opinião:
“PELO MENOS ELE NAO FEIZ Q NEM O RONALDO !!!”
Ah, que bom hein, amigão? Isso quer dizer que estuprar uma mulher não é a pior coisa que um homem pode fazer?
A seleção natural vai cuidar de banir seus genes do Planeta, seu infeliz.

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São Paulo de todo os brasileiros

25/01/2009

Eu gosto de São Paulo. Tudo bem que temos esse trânsito infernal e (oh!) não temos praia. Mas eu sempre digo que não ter praia por aqui é justiça divina.

Hoje é aniversário da cidade – e não teremos aquela tradição deprimente do bolo do Bixiga, o que vejo como um avanço – e novamente eu volto a me questionar a respeito da fúria com que São Paulo recebe críticas dos nossos colegas de país, especialmente os que têm praia.

Vejo São Paulo como a figura do pai austero, trabalhador, sério, que sempre tenta manter seus filhos adolescentes e (ainda) irresponsáveis na linha. Aquele que era a renda doméstica e dá as condições necessárias para que seus filhos de desenvolvam por conta.

Claro que muitas vezes temos um certo rancor desse pai – afinal ele quer que joguemos menos bola na rua para estudar um pouco mais – mas é fato que esse pai amam os seus filhos.

Bem ou mal, São Paulo acolhe migrantes de todas as regiões do Brasil em busca de novas oportunidades. È claro que a maioria vem e pega os empregos que os paulistanos não querem (é a mesma lógica dos imigrantes que chegam aos montes nos EUA e Europa), mas ninguém aqui é impedido de ascender profissionalmente só pelo fato de ser de fora.

Pense: Quantos chefes, executivos, empresários, professores, médicos, advogados etc etc você conhece que são do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Porto Alegre, Pernambuco, Santa Catarina, Bahia ou qualquer outro estado você conhece ou já teve por aqui? Certamente mais de um. Gaúchos já somo dois no meu currículo. Estou no segundo carioca também. E já tive coordenador de Recife.

E a USP? Quantos alunos vêm de fora para estudar aqui, na melhor universidade do país? A USP os acolhe mesmo que nunca tenham pago sequer um centavo de imposto para mantê-la. Note: a USP, junto com a Unicamp, também estadual, é a única entre as principais universidade pública do País que não tem o famigerado ”F”, de Federal, presente nas Federais de Brasília, Rio, Minas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e outras.

Mas acolhemos. E gostamos. Tiramos um sarrinho, é verdade, mas tiramos sarro de quem é amigo. Ponto.

Eu tinha algo a dizer sobre Santa Catarina, mas resolvi, não dizer. O resumo é que nós amamos Santa Catarina, e o Estado nos acolhe. Na alegria e na tristeza, mas foi na tristeza que tiveram que vir mostrar que lá ainda era bom. E é mesmo.

Não esperamos seus elogios. Mas é bom um pouquinho de respeito. São Paulo é do caralho, legal mesmo. Vale a pena vir pra cá não só pra trabalhar ou estudar, mas pra se divertir também.

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Workaholic

25/01/2009

sefode
El Kabong está dedicado 100% ao trabalho. Quem paga é este blog.
Em breve voltaremos com atualizações.

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FAIL!!

16/01/2009

fail-ice-cream3

Falha no apelo visual!

Idéia xupinhanda descaradamente do fenomenal FAIL BLOG.

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Carta de Despedida

07/01/2009
Como outros já fizeram, quero também me despedir do trema, cuja morte
foi anunciada por decreto a partir de 1º de janeiro.  Não uma, mas
cinqüenta vezes quero me despedir desta acentuação antiqüíssima e
usada com tanta freqüência.

Fomos argüidos a respeito? Claro que não!   A ambigüidade que tínhamos
para decidir se queríamos usar o trema ou não numa frase nos foi
seqüestrada para sempre. Afinal, a ubiqüidade do trema nunca nos foi
exigida. Quem deve se beneficiar com esta tão inconseqüente medida? 
 
Vocês já se argüiram sobre as conseqüências do fim do trema para os
pingüins, os sagüis e os eqüestres? Estes perderão uma identidade
conquistada desde a Antigüidade. E o que dizer do nosso herói
Anhangüera, que vivia tranqüilo com o seu nome indígena? Com a
liqüidação do trema, a pronúncia do seu nome não será mais exeqüível.

Os nossos papos de chopp nunca mais serão os mesmos, pois
a tão freqüente lingüicinha acebolada vai desagüar num sangüíneo
esquecimento.

Ah, meu Deus! Tenha piedade de nós!    Nunca mais poderemos escrever
que “a última enxagüada é a que fica”!

É preciso que averigüemos se haverá seqüelas futuras!  E
para onde vai a grandiloqüência dos lingüistas?  Haja ungüento para
suportar tamanha dor!

O que podemos esperar em seqüência? Será que não se poderia esperar
mais um qüinqüênio para que fossem melhor avaliados os líqüidos
benefícios desta mudança?

Portanto, pela qüinquagésima vez, a minha voz exangüe se
une à dos bilíngües e trilíngües como eu, cuja consangüinidade
lingüística e contigüidade sintática se revolta ante tamanha
iniqüidade.

Pedir que nos apazigüemos, para mim é inexeqüível, pois falta-nos
tranqüilidade diante de tamanha delinqüência gramatical.  Portanto é
com dor no coração que lhe dou este meu adeus desmilingüido.  Só
poderei revê-lo quando estiver lendo alguma coisa em alemão.
Adeus, meu trema querido!

(Desconheço a autoria).

 

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Mais um

03/01/2009

Mais um Reveillon passado na Praia Grande. Não tenho nenhuma vergonha disso – te muito mané que tira sarro sem ter metade do que meu pai te por lá. Mas não estou aqui pra isso.

Virada em família é muito bom. Abracei meus primos como eles mereciam e precisavam este ano, festejei com todos meus irmãos (três) e irmã. Bebi e comi com meu véio pai. Casa cheia, como deve ser um boa festa.

Passei de amarelo de novo (em time que está ganhando não se mexe). Só tenho a questionar as atitudes de alguns milhares d, uh, turistas que passam por lá. Uma minoria, mas uma minoria numerosa que consegue fazer um estrago. Peço para as autoridades que em 2009:

– Regulamentem o volume uso de aparelhos de som que valem o dobro do preço do carro que os carregue.

– Façam funks com letras melhores. Não reclamo do movimento, mas do uso que deram ás canções. Sou boca suja, mas sempre soube respeitar que não gosta de palavrão.

– Dêem (reforma ortográfica o #$%&alho) um jeito de educar os motoqueiros (motociclista é quem respeita pessoas). Vi um acidente da varanda do apartamento e a culpa foi DOS DOIS motoqueiros que se chocaram de frente. Se não tivessem feito graça não teriam arrebentado o nariz e a perna, respectivamente.

Fora isso, eu gosto muito do Reveillon na Praia Grande e não tenho nenhuma vergonha disso. Não gosta, não vá, e não me encha o saco.

Agora é 2009. Dá-lhe monografia! Vou ficar entocado por seis meses.

Mas vai acabar.