Archive for agosto \30\UTC 2008

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Mapa do Brasil

30/08/2008

São Paulo é tipo um pai careta para os demais estados do Brasil: além de bravo e resmungão, é obrigado a ouvir dos filhos que não sabe se divertir, embora garanta a mesada de todos, sem reclamar.

Agora que achamos nosso próprio petróleo na camada pré-sal da bacia de Santos (como o Dr. Paulo havia avisado), não precisamos do Rio de Janeiro para mais nada, exceto como um grande Projac para locações de bons filmes com “Cidade de Deus”, “Tropa de Elite” e “Meu nome não é Johnny”.

Somos também mais práticos e, por conta, revisamos a divisão polítca do Brasil conforme o mapa abaixo:

Sabemos que nossos colegas podem nos acusar de bairrismo, por isso, disponibilizo aqui versões regionais do mapa do Brasil. Por exemplo, depois de uma pesquisa, descobri que nossos colegas cariocas (notem, cariocas, não fluminenses) têm outra visão:

Temos, ainda, a versão do Balneário de Santa Catarina, principal produtor mundial de Angels da Victoria Secret’s, que insiste em se auto nomear estado:

Os gaúchos, por sua vez, têm outra visão:

Contudo, para evitar conflitos diplomáticos com países vizinhos, segue a versão real, acompanhada das mais sinceras desculpas, do mapa brasileiro segundo os gaúchos:


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A estrada – Parte 1

29/08/2008

Certa vez, há muito tempo atrás, o conselho de sábios de um país distante decidiu que uma estrada deveria ser construída, para que as locomoções locais fossem facilitadas.

Como a nova estrada poderia ser usada por todo e qualquer cidadão, estivesse ele a pé, a cavalo ou de carroça, fosse rico ou pobre, nobre ou plebeu, o conselho de sábios decidiu que todo cidadão, obrigatoriamente, deveria contribuir com um pouco de material para as obras.

Ao mesmo tempo, para evitar conflitos, o conselho avisou os engenheiros que todos os cidadãos tinham direitos de dar qualquer material, e este não poderia ser recusado.

“Muito bem” – disse o chefe dos engenheiros – “as pedras do reino são ótimas para fazer estradas, tenho certeza que isso não será problema”.

E de fato, a maioria da população se desdobrou para conseguir as melhores pedras para a estrada. Alguns, com muita dificuldade, carregavam pesados blocos.  Mesmo os mais novos e os mais idosos (que tinham o direito de contribuir, mas não o dever) apareciam com boa pedras. Tudo corria para a construção da melhor estrada da região.

Perto do fim da construção, alguns cidadãos se lembraram que precisavam contribuir. Juntos, foram conversar  com o conselho:

“Nós queremos uma estrada bem feita. Alguns de nós não sabe que materiais usar na construção da estrada. Outros não querem ajudar, pois acham que podem atrapalhar. Podemos não fazer parte da obra?” – perguntou o líder do grupo, escolhido numa votação.

“Não”, disse o mais sábio do conselho dos sábios. “Vocês fazem parte da população e têm que contribuir. Vocês não podem abrir mão desse direito que lhes concedemos”.

“Mas que contribuição daremos?” – perguntou o líder.

“Qualquer uma. Vão lá e dêem um material qualquer para o término das obras”. Encerrou o conselheiro.

(continua)

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Eleições

26/08/2008

Com o fim das Olimpíadas, finalmente voltamos as atenções para essa palhaçada que viraram as eleições, quando exercemos o sagrado dever de votar.

Dever sim, porque direito é facultativo. Posso exerce-lo ou não.  O alistamento no exército é obrigatório, não posso abrir mão dele, portanto é dever. Não sou obrigado a tirar a CNH, tiro se quiser. Isso é direito.

El Kabong vota em São Paulo.  Normalmente eu tenho opção de voto no primeiro turno, que irritantemente costuma se esvair no segundo turno. Foi assim na eleição presidencial, quando cravei meu voto em Cristovam Buarque, que não passou nem perto de chegar ao segundo turno, no qual eu deveria ter escolhido entre Lula x Serra. Digitei 00 e confirmei. Vai ser assim esse ano de novo, depois que eu votar em Soninha  Francine (UPDATE: Acho que mudei de idéia) no primeiro turno e ter que optar entre Marta e Alckmin no segundo (UPDATE: Pelo jeito vou ter em quem votar no 2º turno).

Agora me pergunto: por que catzo eu tenho que ir até lá para fazer isso? E por que eu não tenho o direito de não opinar?

Veja: voto facultativo garante todo o direito de ir lá se eu quiser – e havendo bons candidatos, serei o primeiro a chegar à zona eleitoral. Jovens, idosos, analfabetos e toda e qualquer minoria continuaria com o direito sagrado e sólido de votar.

Ao longo dos meses, vamos debater esse e outros assuntos. Quem quiser tirar esse blog do ar, pode fazer. Voltaria em outro endereço, e com cada vez mais visitas.

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Balanço olímpico

25/08/2008

Terminadas as olimpíadas, El Kabong deve dizer:

César Cielo: falar depois do ouro é fácil, mas quem me conhece sabe que eu tô falando desde o Pan-2007 que o Thiago Pereira, dono de 7 medalhas de ouro na competição do Rio, era meia boca e que o bom era o Cielo. Era só comparar os tempos de cada um deles na época com os do mundial de natação.

Maurren Maggi: história que dá filme com final feliz.

Vôlei feminino: Vitória espetacular. Mas a torcida calar a boca não pode, até porque em Atenas elas amarelam sim, no mau sentido. Mas e daí? Agora, elas amarelaram no bom sentido, o amarelo-ouro.

Futebol Feminino: Derrota injusta e doída, típica do sensacional esporte bretão.

Futebol masculino: Dunga retranqueiro. Destaque para Diego, ex-Santos, que perdeu dinheiro e brigou com seu clube para poder jogar. Mostrou amor a camisa. Seu colega Robinho, o mascarado, poderia aprender algo com ele.

Medalhistas de bronze (fora o futebol): parabéns, fiquem felizes, mas não satisfeitos. Um bronze é para poucos, mas a meta sempre é o ouro.

Robert Scheidt: é um monstro, ao lado de seu companheiro Bruno Prada. Deu azar. Se tivesse mais uma regata, levava.

Mulheres brasileiras: tiraram a barriga da miséria.

Michael Phelps: Um monstro em vários sentidos: nadando, comendo (ingere 12 mil calorias por dia) e, bem, esteticamente falando. Ninguém merece ser parecido com o Tevez.

Vôlei masculino: os nossos jogadores de futebol poderiam aprender muito sobre caráter com as “meninas” do Bernardinho. Lamento por Marcelinho, o levantador. Um cara super legal e que nada teve a ver com a briga entre o técnico e Ricardinho (dois mascarados, eles que se entendam)

Investimento no esporte: Qual parte de “investir no esporte estudantil” o governo brasileiro não entende? Passou ditadura, passou Sarney, passou FHC, vem Lula, e nada muda. Precisamos parar de investir o dinheiro público, nosso dinheiro, só em atletas “consagrados”.  Petrobras, Caixa, Correios, Banco do Brasil e etc precisam prestar atenção ao esporte estudantil.  Ou será que não conseguimos descolar um medalhistazinho no arremesso de peso, 400m com barreira, saltos ornamentais e outros esportes bizarros entre milhões de estudantes? è bem mais barato do que gastar uma baba com caras como Jadel Gregório, que nunco ganhou porra nenhuma e se refere a si mesmo na terceira pessoa?

Diego Hipólyto: Uma lição de vida para ele. Aprendeu que cair sentado nem sempre é gostoso.

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Ao bronze o que é do Bronze; Ao Ouro o que é do Ouro

23/08/2008

“Ah, mas o nível técnico este ano foi baixo”.

Eu ouvi isso de um colega após a conquista da medalha de ouro – inesperada, e por isso mesmo, ainda mais gostosa – por Maurrem Maggi.

Mas a gente é foda mesmo né? Quando ganha bronze faz um escândalo, diz que é heroísmo, blablabla. E quando ganha o ouro desmerece a menina? Pára..

Tirando a filhinha dela, que queria a medalha de prata (que bonitinha), todo munod tem que vibrar mjuito com essa medalha, porque é uma atleta que merece. Lembram em Sidney-2000? Ela sentiu uma contusão no meio do salto, no ar, e desabou.

Ficou de fora de Atenas-2004, por doping – voluntário ou não. Isso poderia acabar com a carreira da atleta.

mas não. Quietinha, ela chegou a Pequim. Não esperávamos. E no primeiro salto, no primeiríssimo, PUM. 7,04m, na régua, sem discussão. Sem juiz para apertar o botão para dizer que o soco acertou, nem plaquinha com notas, que sempre (SEMPRE) podem ser impactados por critérios subjetivos.

Aliás, a mulherada brasileira tirou a barriga da miséria nessa Olimpíada, hein?

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Bomba: retrato falado do ladrão da vara de Fabiana Murer

18/08/2008

Num intenso trabalho investigativo, El Kabong obteve um retrato falado do chinês safado e fiadaputa que roubou a vara de Fabiana Murer, tirando a chance (real) de medalha da brasileira:

Informada por El Kabong, a eficiente polícia chinesa já identificou mais de um bilhão de suspeitos.

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EUA x China

17/08/2008

Este é o quadro de medalhas que aparece no site oficial das Olimpíadas de Pequim (chamarei de Beijing quando chamarmos Londres de London) na noite de 16 de agosto – no Brasil.

Este, por outro lado, é o que aparece no site de esportes da NBC, uma das duas maiores emissoras de TV aberta dos EUA, também na noite de 16 de agosto.

Notaram a diferença? O oficial mostra a China em primeiro lugar, devido a quantidade de ouros. O da NBC põe os EUA na frente, pela quantidade total de medalhas, somando ouro, prata e bronza.

Grande polêmica. O que vale mais: ganhar o maior número de ouros ou o maior número de medalhas?

Eu há anos – talvez desde 1996, nos jogos de Atlanta, bolei um sistema de pontuação para as medalhas, que considero justo, e que poderia valer para definir a delegação vencedora da olimpíada:

Ouro = 5 pontos
Prata = 2 pontos
Bronze = 1 ponto

Ou seja, cada medalha valeria o dobro de sua predessora, com um bônus de 1 ponto para a medalha de ouro, por ser aquela destinada ao vencedor da prova. Assim, continuaria a ser mais atraente um ouro do que duas pratas.

Se levássemos em conta esse sistema, o quadro de medalhas ficaria assim

China
27 ouros x 5 = 135
13 pratas x 2 = 26
7 bronzes x 1 = 7

EUA
16 ouros = 80
16 pratas = 32
22 bronzes = 22

A China, portanto, estaria na frente por 168 a 134. Já o Brasil somaria 8 pontos (1 ouro e 3 bronzes) e estaria a frente da Mongólia (7 pontos – 1 ouro e 1 prata), e não o contrário (já que a prata desempata o quadro oficial em prol dos mongóis).

Seria justo? Me parece, afinal tanto Brasil quanto Mongólia tem um ouro, mas o Brasil segue atrás porque não teve nenhuma prata, embora tenho ido ao pódio o dobro de vezes.

Já a China, que tem menos medalhas que os EUA, teria seus ouros – o objetivo máximo da Olimpíada – valorizados.