Archive for julho \29\UTC 2008

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Quarenta porcento

29/07/2008

Segundo dados divulgados pelo Relatório Global sobre a Epidemia de Aids do Programa Conjunto das Nações Unidas para a Aids (Unaids), atualmente, 40% das pessoas infectadas com o vírus na América Latina estão no Brasil.

Pânico? Talvez, porque algo me deixa com a pulga atrás da orelha. Até onde sei, o Brasil tem (RÁ!) 40% da população da América Latina, logo….

40% dos homossexuais da AL estão no Brasil?
40% dos deficientes físicos da AL estão no Brasil?
40% das mulheres da AL estão no Brasil?

A conferir.

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Lei Seca

22/07/2008

Eu não sou muito fã do Charges, mas esse esquete resume o que eu penso sobre a tal da Lei Seca:

Reitero: bastava a fiscalização nova na lei velha. Mas sou parte da minoria da nossa sociedade neo-conservadora.

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17 de julho em Congonhas

18/07/2008

Pousei em Congonhas hoje, exatamente um ano depois do acidente com o vôo 3054 da TAM, que vitimou 199 pessoas.

Na verdade me dei conta disso pouco segundos antes do airbus 320 que me trouxe de Confins (Belo Horizonte) pousar. Por volta das 18h45, sentado na janela 28F (janela do lado direito do avião) eu estava embevecido com espetacular vista aérea noturna da Baixada Santista e do oceano Atlântico (ver o oceano do alto nos dá a devida sensação de pequenez nesse mundo).

Então me toquei: iríamos pousar pela cabeceira do bairro do Jabaquara, por onde o vôo 3054 desceu, quase no mesmo horário, há um ano.

Me dei conta, então, que alguém estava sentado na caderia 28F daquele Airbus. E que essa pessoa teve a mesma vista que eu tive naquele momento. Como o acidente aconteceu no pouso, naquele instante, esse passageiro poderia estar com a mesma sensação boa que eu estava ao ver, dali do alto, a imensidão do mar.

Aquela visão nos dá a certeza de que valeu a pena viver.

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Justiça com Rubinho

09/07/2008

Bertrand Guay/AFP

Lewis Hamilton venceu com sobre o GP da Inglaterra – o penúltimo no sagrado templo de Silverstone – no último fim de semana. Mas o gênio do fim de semana foi Rubens Barrichello.
Barrichelo segue sem ter um bom carro, mas mostrou que, em condições extremas, é o melhor da atualidade.
Hamilton – de quem eu gosto muito como piloto – não fez mais que a sua obrigação. Afinal, ele correu no quintal de casa, num autódromo onde ele sabe andar até de marcha á ré. E, pombas, ele pilota uma McLaren.
Como Barrichello. Todos os brasileiros costumam andar bem em Silverstone (alô, Massa). Só que Rubinho guia um elefante com o logotipo da Honda. E embaixo de chuva mostrou que é um monstro. E é, de novo, o piloto com mais pódios – fora a santíssima trindade Senna-Prost-Schumacher. Pena que ele tinha 25 anos na era Schumacher, e não hoje.
Afirmo. sem medo, que ele é melhor que o Massa (que parecia estar patinando no gelo). Mas sem tanta sorte.
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Gênero, número e grau

04/07/2008

Faço minhas as palavras de Antônio Prata em seu blog

Pensamento Único

A calabresa está com os dias contados. É a próxima vítima na cruzada puritana que assola o Globo. Quando a última bituca for apagada no fundo do derradeiro copo de chope, pode anotar: eles virão atrás da lingüiça.

A caçada, na verdade, já começou. Ontem à noite, num bar, uma garota em minha mesa resolveu desafiar o espírito do tempo e pedir ao garçom, sob olhares atônitos dos outros comensais, um sanduíche de calabresa. O resto da turma a olhou, incrédulo. Diante de suflês de abobrinha, saladas verdes e outros corolários anódinos do auto-controle, pareciam dizer, cheios de orgulho e inveja: você não sabe que não se pede mais esse tipo de coisa?!

Por enquanto, a repressão é apenas cultural, mas é assim que começa. Em breve os carnívoros começarão a ser hostilizados em restaurantes. Depois, quem sabe, serão obrigados a usar estrelas vermelhas costuradas à roupa. Daí para os cercarem em guetos e você-sabe-bem-como-essa-história-termina é apenas um passo.

A moda agora é das comidas funcionais. Suco de berinjela, salada de alfafa, meia uva com três grãos de gergelim… Tudo pelo bom funcionamento do sistema digestivo, como se fôssemos meras máquinas a serem reguladas. Daqui a pouco o garçom vai perguntar, enquanto toma nosso pedido: “quer que dê uma olhada no óleo e na água?”.

Podem dizer que é para o nosso próprio bem. Que a gordura mata e o agrião salva. Amém. Acredito, no entanto, que a opção preferencial pelas fibras nada tem a ver com a saúde do corpo mas, sim, com uma doença da alma: o sabor está ficando démodé. Há uma espécie de ascetismo religioso nessa austeridade dietética. Um júbilo penitente pelo auto-controle. Segundo o novo moralismo alimentar, os gordos são preguiçosos, os carnívoros são lascivos e quem pede uma calabresa, de noite, na frente dos outros, só pode estar completamente fora de sintonia com a própria época.

A questão é séria e requer uma atitude. Glutões de todo o mundo, discípulos de Baco, cultores do bom, do belo e do supérfluo, uni-vos: o prazer subiu no telhado. Ponham as carnes na grelha, aumentem o som, abram um vinho, reajam! Antes que seja tarde e o mundo se transforme numa barra de cereal. Light.

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Ah, meu curação

03/07/2008

Preciso falar alguma coisa? Se não entendeu, clique AQUI.

Dika do meu brother Marko Mello.