Archive for setembro \26\UTC 2007

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Para os fãs de Monty Python

26/09/2007

Quem viu e gosta vai entender a piada. Demais.

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Clássicos da Internet

26/09/2007

Numa Numa.

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Cotas para afro-brasileiros em Universidades

24/09/2007

O senador Cristovam Buarque é o único cidadão que, na opinião de El kabong, trata o assunto com o foco correto. Eis aqui a opinião dele:

O Brasil tem uma dívida com os negros. Faz 120 anos que acabamos com a escravidão e continuamos com uma elite branca num país onde maior a parte da população é negra. Vamos corrigir essa distorção por meio de uma revolução na educação de base, garantindo que todos os brasileiros terminem o ensino médio com qualidade e disputem em condições de igualdade uma vaga na universidade.

Se fizermos isso a partir de agora, levará 15 a 20 anos para surtir efeito. Até lá, temos de ser favoráveis às cotas para aumentar o número de jovens negros na universidade. Quero lembrar que para se beneficiar da cota o negro tem de passar no vestibular. Por isso, não vai beneficiar os pobres. Mas vai mudar a cor da cara da elite brasileira.

Além disso, quem entra pelas cotas é porque passou no vestibular, mas não ficou dentro do número de classificados. Por isso, minha proposta é que o aluno negro que se beneficie das cotas não tire o lugar de nenhum branco. Se 50 passaram no vestibular, havendo só 30 vagas, e entre os 20 excedentes ficaram dois ou três negros, a universidade aumenta o número de vagas para absorver esses jovens negros.

Isso é o jeito, não é a solução. É o jeitinho que o Brasil está devendo aos negros. Um país justo não precisa de cotas. Mas um país que nega cotas é mais do que injusto. É um país que quer esconder a própria injustiça.

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Mas hein?

20/09/2007

Vocês conhecem o goleiro Ricardo Ceni?
O Galvão conhece…

P.S. Notem que o jogo em questão foi Grêmio x São Paulo na Libertadores deste ano!

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No ‘Estadão’ deste domingo

18/09/2007

O Corinthians nos olhos do menino


Por UGO GIORGETTI*

Domingo último pela manhã, passando pela rua Javari vi, na frente do estádio do Juventus, um pequeno movimento que indicava jogo.

Entrei pensando que se tratasse de um jogo do Juventus.

Não era.

Iam jogar Corinthians e Noroeste, com seus times que em outros tempos eram chamados de juvenis ou coisa parecida.

Não tenho idéia de por que essas equipes iam jogar no campo do Juventus, e isso também não importa.

Os times entraram em campo, sob um sol terrível, e pelos aplausos e comentários pude reparar nos corintianos presentes.

A rua Javari é um estádio em que não há anônimos, não há multidão informe.

Você pode observar as reações de cada torcedor.

É como no cinema ou no teatro. Há de fato, nas arquibancadas da rua Javari, qualquer coisa do clima dos enormes cinemas de bairro, de antigas matinês de domingo, alguma coisa perdida para sempre, muito difícil de definir.

Bom, quanto ao jogo pouco a dizer.

Os garotos pareciam tentar desesperadamente jogar como os adultos no que estes têm de pior.

Poucas jogadas individuais, marcação forte, carrinhos e chutões.

Claro que havia alguns garotos em que se podia sentir a habilidade, mas desapareciam sob a marcação implacável.

Pude então me voltar para os espectadores, que talvez fossem mais interessantes que o jogo.

Chamou imediatamente minha atenção uma dupla: um menino de uns oito anos e um senhor ao lado, pela idade, o avô.

O velho estava recostado indolentemente olhando o jogo, não com desinteresse mas com certo, digamos, distanciamento.

Como se olhasse o jogo do alto da sua idade.

O menino não.

Torcia, como se estivesse no Pacaembu, num grande jogo.

E de repente o Corinthians fez um gol.

O velho apenas se mexeu, mas o garoto vibrou, pulando e gritando.

Me ocorreu que, para aquele garoto, o Dualib, a Polícia Federal, a MSI, os trambiques e negociatas não significavam nada.

Nota de El Kabong: a frase negritada a seguir pode trazer sensações estranhas, como a de um enforcamento ou marejamento ocular.

Diante dele não estava o clube comentado nas reportagens policiais, com dirigentes estampados nos noticiários de tv, tendo de explicar o inexplicável.

Diante do garoto, ali no campo, estava o Corinthians.

Tenho certeza que nem lhe passava pela cabeça que aquele era apenas o time de base, o juvenil.

Que aquele jogo talvez não tivesse nenhuma importância na trajetória desse clube cheio de tradição.

O que ele via era a camisa branca, os calções pretos.

Era o Corinthians mitológico, eterno, que passa de uma geração para outra.

Quando o jovem jogador ainda desconhecido fez o seu gol o garoto vibrou como se fosse do Rivellino, do Sócrates, do Tevez.

E eu também compreendi que mesmo num pacato domingo de manhã, mesmo com o time juvenil, ali estava o Corinthians.

O menino continuava sem tirar os olhos do campo.

O velho continuava olhando o jogo de longe.

Pode ser que ele, sim, estivesse pensando no Dualib e no Kia, e no que aconteceu com seu clube.

Mas pode ser também que,pelo menos por alguns momentos, olhando os jovens jogadores no campo,ele tenha pensado em Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Mário, que talvez tenha visto mais de cinqüenta anos atrás na mesma rua Javari.

Sempre o Corinthians, na memória de uns, no imaginário de outros, mais forte que os fatos.

O velho chamou o vendedor que vestia um garboso jaleco grená com um J bordado no peito.

Dividiram o amendoim torrado, o garoto sem conseguir desviar os olhos da partida.

Vi que o Corinthians estava salvo.

*Ugo Giorgetti escreve no Estadão aos domingos, é diretor de cinema (autor de “Boleiros”, por exemplo) e…palmeirense.

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1001 maneiras de matar serviço – 13

18/09/2007


O Cannon Fodder Game é viciante. Com as setas, você ajusta o ângulo do disparo. Pressionando e liberando a barra de espaço, você controla a força do projétil. Sai disparando, porque n]ão é preciso esperar a vez do adversário.

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Parem as máquinas

16/09/2007

Parem as rotativas! Extra, extra! Uma bomba da Agência EFE publicada pelo portal Terra afirma, com exclusividade, que o Tenor Luciano Pavarotti, falecido na semana passada, deixou metade da sua herança para a Esposa, Nicoletta Mantovani. Incrível? Há mais: a outra metade, surpreendentemente, foi dividida entre as quatro filhas do tenor.
Será mesmo possível que uma viúva herde 50% dos bens do marido e, além disso, as filas dividam os outros 50%? Mera coincidência?
Não seria mais justo ele deixar uma parte do dinheiro para um cão ou para financiar um novo American Idol?
Se não fosse a notícia, você imaginaria por algum momento, que a partilha dos bens seria essa?

[Ironic mode: off]

Gente, fala sério. Isso não é notícia.